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Em noite de festa gaúcha, Seleção vence o Equador e Tite mantém os 100% nas Eliminatórias
Esporte | 01/09/2017 06:28 | Globo.com | Fotos:

Se a entrada de Philippe Coutinho foi essencial para a vitória da Seleção por 2 a 0 sobre o Equador, na Arena do Grêmio, Tite destacou outros dois aspectos: a força mental da equipe, que não fez um bom primeiro tempo, e uma mudança tática envolvendo Daniel Alves e Marcelo.

Os dois laterais foram adiantados no segundo tempo para enfrentar a forte marcação do Equador e criar mais possibilidades de os jogadores de frente receberem a bola mais perto da área adversária. Deu certo, tanto que Tite pensou em adiar a substituição de Renato Augusto por Coutinho, mas mexeu para treinar uma nova alternativa na equipe.

– O ajuste foi prender mais o Paulinho e liberar os dois laterais ao mesmo tempo. Essa bola iria abrir linha de passe para Neymar, Coutinho, Willian e Gabriel Jesus receberem num plano mais avançado. O Renato já estava bem. Se tu olhar na hora da substituição, tivemos duas chances de gols seguidas, eu até ia segurar, mas como preciso treinar a equipe de outra forma, queria o Coutinho agressivo por dentro, resolvi mexer mesmo com a equipe bem – explicou o técnico, que, rouco, levou o auxiliar Cléber Xavier à entrevista para ajudá-lo.

Como inegavelmente a mudança fez o Brasil jogar melhor, o que inicialmente era uma alternativa pode se tornar a formação principal nas próximas partidas, com Coutinho centralizado, Willian aberto e Renato Augusto no banco. Tite admitiu a concorrência.

– Eles vivem uma concorrência contínua. Coutinho e Willian são um exemplo disso, e como é bom ter o Willian de volta. Um foguete. Não fez o gol porque faltou um pouquinho de sincronia, mas o um contra um dele é impressionante. Tu cria a alternativa de ter um foguete de um lado, o Neymar do outro, o Gabriel, agora o Firmino que te dá muito jogo. De ter o Coutinho. É onde a equipe puder se moldar. Se começar a vingar, está concorrendo.

 

Veja os principais trechos da entrevista coletiva de Tite:

FORÇA MENTAL

– São situações de jogos grandes que inevitavelmente vão acontecer. Tem que ter um nível de concentração muito alto. Se não tiver mentalmente muito forte para as adversidades, facilmente deixa de produzir o melhor. Falei no intervalo para manter o nível de concentração algo e o segundo tempo foi muito melhor do que o primeiro.

VARIAÇÕES

– A troca de lado do Willian com o Neymar é para dar oportunidade de sair de uma marcação mais próxima. Não vejo zona de conforto (pela classificação garantida), e sim de afirmação. Eu disse no intervalo que o nível competitivo havia sido mais baixo, e eles têm consciência disso. Picotar o jogo como fez o Equador era normal, nós fizemos lá quando jogamos na altitude, então não podíamos ficar brabos. Fizemos faltas próximas à área, outro erro. Temos que ser gelados.

COLÔMBIA

Começo a estudar agora, estava com um peso grande do Equador. A comissão técnica já começou a estudar, mas não tem violência. Tem competitividade leal, como foi hoje.

MAIS TESTES

– Gosto de usar o termo oportunidade. Testes não damos para quem tem competência confirmada. O cara vem para a Seleção porque tem o carimbo de grande atleta. Eu queria ter mais tempo para oportunizar, ver o Luan flutuar. No primeiro treino eu o chamei com o mapa de calor das ações dele, para ver como transita na área, dizer que teria essa liberdade com a bola. Tenho pouco tempo, não dá para ficar transformando coisas.

MIRANDA

A primeira informação é que ele tinha tomado uma pancada e tinha necessidade da substituição. Não vou falar termos para não falar besteira, mas ele já estava bem agora.

 
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