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Patrimônio preservado
Geral | 14/02/2018 10:26 | Susana Lima/Diário do Alto Vale | Fotos: Foto Bolinha

O processo de tombamento da Ponte Roberto Machado, de Taió estudado e incentivado pela Câmara Técnica do Turismo e que foi apresentado em janeiro ao executivo pelos professores Fiorelo Zanella, Carolina Marchiori e Frank Dieter Schulze, especialista em projetos de História da Arquitetura e Desenho Técnico, foi aprovado e agora a cidade conta com mais um bem tombado.

 

Marina do Nascimento, Secretária executiva do Programa de Desenvolvimento Econômico Local, e que coordena as câmaras técnicas e o conselho do programa explica como foi o processo de identificação do monumento e o trabalho de revitalização que vem sendo realizado. “A câmara técnica já vem trabalhando a revitalização da ponte há praticamente dois anos, desenvolveram diversos trabalhos como a iluminação da ponte, exposição fotográfica itinerante, palestra para alunos do ensino médio sobre a história e preservação da ponte”, conta.

 

Marina explica também que as câmaras técnicas e o conselho formam o DEL, que é o programa de Desenvolvimento Econômico Local. Esse programa completou dois anos, é uma parceria entre o Executivo, Legislativo, Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) e Associação Empresarial de Taió (ACIAT). Desde que a Câmara Técnica do Turismo (CTT) foi criada, eles trabalham a valorização da ponte.

 

No início de janeiro o professor Fiorelo Zanella, que é coordenador da CTT esteve reunido com o Professor Frank e Carolina da Uniasselvi, para alinhar os próximos passos do projeto, que além do tombamento discutiram possível ações para melhorar a estrutura. Em meados de setembro do ano passado, firmou-se a parceria com a Uniasselvi com o apoio da prefeitura para que as turmas de arquitetura e urbanismo juntamente com o professor Frank e a coordenação pudessem fazer estudos e levantamentos de campo e posteriormente desenvolver o projeto para revitalização da ponte. Os acadêmicos da Uniasselvi das quatro fases do curso de Arquitetura e Urbanismo utilizaram a ponte como ambiente de estudo onde fizeram o trabalho de levantamento das informações necessárias do atual estado, da topograia de toda ponte e da poligonal, além da medição estrutural e cobertura, bem como a possível recuperação da mesma para eventual uso dos taioenses.

 

No dia 25 de janeiro, outra reunião entre o prefeito Almir Guski (PSDB), integrantes da CTT, a professora Carolina e o professor Rodrigo representando a Uniasselvi, foi realizada para acertar detalhes do andamento do projeto. “Foi quando colocamos a necessidade do tombamento para proteger o patrimônio e de pronto o prefeito atendeu nosso pedido. Após a reunião, nos reunimos com o Sr. Eduardo, responsável pela legislação para solicitar o decreto de tombamento”, conta Marina. Disse ainda que foi solicitado a adequação de uma lei existente que trata do patrimônio e inclusão da CTT no Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Histórico, Cultural e Arquitetônico, que ainda está em andamento.

 

O processo de tombamento ainda é pouco difundido na região e o trabalho de informação e conscientização precisa ser constante. “Programamos fazer mais palestras informativas nos colégios e inclusive trazer um representante da Fundação Cultural Catarinense para palestrar para os professores no intuito de sensibilizá-los da importância da preservação do patrimônio e da história do município e instigá-los a promover atividades com esse tema”, ressalta Marina.

 

Hoje Taió conta com mais um patrimônio tombado que é a Casa da Cultura Adele Glatz, localizada na rua José Schweitzer, no bairro Seminário. Mas atualmente não possui ainda nenhum projeto de revitalização. Em relação a ponte, a Uniasselvi segue no desenvolvimento dos projetos e o Executivo e o Legislativo buscam recursos para realizar a tão esperada revitalização. A secretária adianta que já possuem uma emenda no valor de R$ 250 mil destinados à isso.

Ponte Roberto Machado

A Ponte Roberto Machado foi concluída e inaugurada no ano de 1953. Recebeu este nome em homenagem ao então prefeito de Rio do Sul, município que Taió pertenceu até 30 de dezembro de 1948. Na época, a ponte ligava o município de Taió à Ribeirão Grande, que atualmente é o município de Salete. Ela foi construída com treliças e madeiras nobres. Existem mais duas no estilo em Santa Catarina. Uma na localidade de Encano em Indaial e outra em Joinville na localidade Estrada do Querido.

 

Com o tempo, a estrutura não resistiu ao crescente fluxo de veículos e começou a ruir. Uma das cabeceiras cedeu e a outra foi desmontada em 1994. Hoje somente a parte central permanece.

O projeto quer trazer para o espaço também a realização de eventos, feiras, venda de artesanatos, mercado das pulgas, exposições, lançamentos de livros, e ensaios fotográficos. Também a inclusão de uma lanchonete/quiosque na parte externa e a adequação de acesso à ponte com inclusão de ciclovia. Atualmente a ponte Roberto Machado está desativada.


Susana Lima/Diário do Alto Vale

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