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77,3% das empresas de comércio e serviços são afetadas pela greve em SC
Geral | 26/05/2018 06:22 | NSC Total | Fotos:

Os danos causados pela greve dos caminhoneiros afetava, quinta-feira, 77,3% das empresas catarinenses dos setores de comércio e serviços. Foi isso que apontou sondagem feita pelo departamento de pesquisas da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-SC). Os empresários informaram problemas de abastecimento ou prejuízos diretos e indiretos.

De acordo com a pesquisa, 61,4% das mercadorias ou insumos não haviam chegado ao destino. Os setores mais afetados foram os de transporte intermunicipal com perdas para  93,3% das empresas, 86,3% dos postos não haviam recebido combustível e 55,8% dos restaurantes não tinham recebido os alimentos previstos para seus estoques.

A maioria dos empresários, 60,5%, não tinha estratégia para um risco de desabastecimento e foram pegos desprevenidos. Mas 38,7% adotaram medidas para contornar a escassez de produtos. Na lista de medidas adotadas estão o adiantamento de folga a empregados, busca de insumos diretamente na distribuidora, definição de limite de compra por cliente, manutenção de estoque prévio, busca de outros fornecedores e redução do horário de atendimento.

Para o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, é fundamental que o setor público encontre soluções. Na avaliação dele, os reajustes progressivos dos combustíveis não devem mais penalizar o setor produtivo e a sociedade.

A pesquisa foi realizada junto a empresas de Balneário Camboriú, Biguaçu Blumenau, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joaçaba, Joinville, Lages, Laguna, Rio Negrinho e São Francisco do Sul.

Perdas ao varejo

A Federação das CDLs (FCDL-SC) também está preocupada com os impactos do movimento grevista. Em nota, reconheceu que é um direito legítimo dos transportadores de discutir a carga tributária nos combustíveis, mas informou que a greve já deixa profundas cicatrizes no comércio.

- Com o fechamento de lojas, supermercados e postos de combustíveis, além da consequente queda de circulação de consumidores, o varejo teme ir por água abaixo o otimismo que voltava a crescer em Santa Catarina – afirmou o presidente da FCDL, Ivan Tauffer.

 Segundo ele, mesmo que o movimento terminasse ontem, o setor vai precisar de dias para retomar a rotina anterior.

1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos poderão morrer, alerta ABPA

Devido à falta de ração no campo, 1 bilhão de aves de 20 milhões de suínos poderão morrer em todo o Brasil, nos próximos dias, alertou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em nota divulgada nesta sexta-feira. A entidade que representa esses dois setores produtivos afirmou que a negociação e acordo encaminhado pelo governo federal na quinta-feira à noite não foi cumprido sexta pelos caminhoneiros. Veículos com cargas vivas não foram autorizados a transitar e a situação mais grave está no transporte de ração, que está sendo impedido de ser feito para o atendimento às granjas.

— Em diversos locais já há falta de insumos e animais estão sem alimentação.  Aqueles que ainda contam com estoques, estão fracionando para prolongar ao máximo a oferta do alimento. A mortandade de animais é iminente e há risco de canibalização. Os reflexos sociais, ambientais e econômicos são imponderáveis — afirmou em nota a ABPA.

Na sexta-feira, a associação tinha informação de que 152 plantas frigoríficas de aves e suínos estavam paradas e mais de 220 mil trabalhadores estavam sem trabalhar no país.

A ABPA alerta que a situação é caótica no setor. Algumas empresas poderão ter que fechar devido aos prejuízos causados pela paralisação. A entidade lamenta a demora do governo em tomar medidas.

Como é uma atividade que envolve com animais e produtos perecíveis, as perdas são milionárias. Além do sacrifício de pintinhos e aves, há perdas dentro dos próprios frigoríficos. Isto porque carne de animais abatidos no processo de resfriamento pode permanecer assim somente por sete dias. Depois, deve ser descartada, segundo as normas sanitárias. Estima-se que somente nos frigoríficos de Santa Catarina, mais de 60 mil carcaças suínas terão que ter esse destino caso a produção não seja retomada até terça-feira.

 

 
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