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Alto Vale tem cerca de 230 mil bovinos
Geral | 15/10/2018 08:05 | Diário do Alto Vale | Fotos:

O número de bovinos no Alto Vale é expressivo e de acordo com um levantamento realizado pela redação do Jornal Diário do Alto Vale, a partir de dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em 21 municípios são cerca de 229.543 mil cabeças de gado registradas com faixa etária de 0 até acima de 36 meses.

Entre os dados regionais, o que chama a atenção é o município de Taió que de acordo com o relatório tem pelo menos 37.423 mil cabeças de gado. Os outros municípios variam entre 5.261 até 28.967.


Entre as características para o aumento oficial do número dos animais está a obrigatoriedade do sistema de brincagem e do bloco de notas de produtor rural. O sistema de brincagem por meio das Secretarias de Agricultura dos municípios permite que o produtor vá até ao estabelecimento registrar a quantidade de bovinos e leve os brincos para colocar no animal, instrumento que identifica idade do bovino, sexo, e o produtor responsável.

Já com o bloco de notas, é possível fazer a venda e a transferência do animal para outra pessoa e para isso o produtor precisa apenas do número do brinco. Para que o sistema seja o mais exato é obrigatório o registro do abate ou da morte natural dos animais.

Como forma de incentivo a regularização de animais, sistema de brincagem e mudança de propriedade, algumas alternativas são realizadas para orientar os produtores rurais sobre a importância de atender todas as exigências da lei. Uma das ações são palestras nas escolas municipais, como explica à veterinária Lisane Marçal.

“Como muitas vezes marcamos reuniões e os produtores não vem, a gente faz nas escolas com intenção de atingir os pais dos alunos. Temos uma meta em educação sanitária por mês então visitamos as escolas e falamos e orientamos sobre a obrigatoriedade dos brincos nos bovinos”, pontua.

Sobre o sistema de brincagem a veterinária comenta que a ação é positiva em Santa Catarina.

“Nosso estado é o único estado do Brasil onde é obrigatório brinco nos bovinos, porque é único estado do país livre de febre aftosa sem vacinação, por isso foi criado esse sistema onde é proibido entrar gado de fora em Santa Catarina”, pontuou.

Para o produtor de gado, Ivanor Ferreira de Souza, a atividade na região tem se mostrado atrativa e muitos agricultores estão investindo, principalmente em gado de corte.

“O agronegócio para mim se tornou uma atividade na agricultura muito rentável, porque hoje em qualquer pedaço de terra, galpão ou áreas menores se cria o boi, a pasto como de três a quatro anos atrás, para produzir em pouca terra conseguimos engordar o bovino. O crescimento de bovinos na nossa região ele se teve por conta do preço que melhorou e em qualquer pedaço conseguimos criar, diferente de antigamente que era só em grandes fazendas, hoje já temos métodos novos para tratar os bovinos, como o sistema de milho em alto grão, que é um concentrado e misturado em seis ou sete meses tratando um terneiro ele se torna um bovino para abate”, comenta.


Em relação ao sistema utilizado pela Cidasc para brincar os bovinos Ivanor se diz satisfeito e apoia a obrigatoriedade. “Além de controlar o nosso rebanho, é bom para controlar o nosso manejo” argumentou.


Por: Tatiana Hoeltgebaum/Diário do Alto Vale
 
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