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Mudança na Defesa Civil preocupa autoridades
Geral | 05/12/2018 10:01 | Diário do Alto Vale | Fotos:

Depois do anúncio feito pelo governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) nesta segunda-feira (3) de que a Secretaria de Estado da Defesa Civil seria extinta e passaria a integrar o Gabinete do Governador, como Secretaria Executiva, a autonomia do órgão no trabalho de prevenção às cheias no Alto Vale, preocupou lideranças da região.

Sem dar nenhum detalhe sobre o funcionamento da Secretaria Executiva e do possível orçamento, a assessoria de comunicação do governador eleito, preferiu não falar sobre as mudanças que estão previstas e se limitou a dizer a reportagem do DAV que o assunto ainda está sendo discutido, mas a incerteza alarmou prefeitos de cidades do Alto Vale que sofrem com as enchentes.

O prefeito de Rio do Oeste, Humberto Pessatti, o Betão, disse que para o bem da cidade e da região, o Governo tem que ter noção de que a Defesa Civil precisa ser melhorada e não extinta.

“Precisa melhorar o atendimento e nesta próxima gestão, precisa estar mais aberta também aos pedidos dos prefeitos que compõem a Amavi [Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí], principalmente os que sofrem com as cheias”, opinou.


Já o prefeito de Taió, Almir Guski, afirmou que espera que a Defesa Civil não mude as funções e o serviço de assistência que é prestado atualmente.

“Ela não pode mudar. Se mudar o status de Secretaria ou não, ela deve atender como atendia antes. Porque Taió foi sempre muito bem atendido pela Defesa Civil e como tem a barragem, a gente sempre tinha o contato direto com o secretário e com toda a equipe. Então eu acho que se ele quiser mudar de pasta tudo bem, mas não pode mudar a qualidade e a eficiência do atendimento para nossa região”.

Já o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, disse que espera que a atitude que seja tomada seja de reduzir gastos, mas não os orçamentos da Defesa Civil.

“Acredito que a proposta do comandante Moisés, que sempre foi focado na área de Segurança Pública, sempre foi de enxugar cargos e salários, não de reduzir orçamentos, acho que está muito longe da necessidade do Estado reduzir o orçamento da Defesa Civil. Nós temos problemas com vendavais no Sul, de seca no Oeste e cheias no Vale, e são todas questões que envolvem a Defesa Civil, então não imagino o Governo do Estado reduzir orçamento na área da Defesa Civil”.

Thomé disse ainda que a população cobra e espera por algumas obras de contenção de cheias, que já foram estabelecidas na gestão de Raimundo Colombo e também de Eduardo Pinho Moreira.

“As obras de mitigação, de proteção e Defesa Civil para todo o Alto Vale, como o projeto que prevê a retirada de nove maciços de pedra do leito do rio em cerca de 21 km, entre Rio do Sul e Lontras, a construção do canal extravasor no Salto Pilão, com possibilidade de inclusive geração de energia, prevista no projeto. Nós temos obras que esperamos que sejam feitas e uma expectativa para 2019, de os estudos técnicos serem apresentados, pois todos os levantamentos já foram feitos, falta na verdade o licenciamento ambiental e alocar recursos”.

Foto: Arquivo/DAV

Ex-secretários da Defesa Civil se manifestam

O deputado reeleito Milton Hobus, que já foi secretário da Defesa Civil, disse que é contra esta decisão e que não aceita a destituição.

“Não aceito que uma Secretaria que foi totalmente estruturada para proteger todo o Estado, em especial ao Alto Vale do Itajaí, seja destituída assim. Sem falar nos recursos que permitiam ela atender de forma rápida como ocorria”.

Já Rodrigo Moratelli, que foi secretário da pasta até julho deste ano, disse que ainda não tem como falar se a Defesa Civil poderá ter alteração dos serviços ou não, pois o governador somente anunciou que ela se tornaria Secretaria Executiva, mas ainda não tornou público a forma como vai administrá-la.

“Não se sabe como ele está montando a reforma administrativa, porque se pode ter toda a estrutura do Governo vinculada ao Gabinete do Governador, e não obrigatoriamente você precisa ter uma Secretaria. Quando a Defesa Civil deixa de existir, tecnicamente o governador precisa dizer para onde ela vai e qual protagonismo ela terá nesta área”.

Ele explicou também que quem assumir precisa ter o conhecimento em relação a gestão de riscos, que é um dos nortes da Defesa Civil.

“Na gestão de riscos, se tem as obras de minimização de cheias, plano de contingência, treinamento, instrução para cursos de formação, por isso que é prematuro falar se vai mudar algo ou não, porque não se sabe como está montando este conceito de gestão dele, mas na minha visão, se não tiver este cuidado, nós vamos ter retrocesso”.


Moratelli comentou ainda que dependendo do que o governador colocar na reforma administrativa poderia conseguir manter as mesmas funções, mas não tem como garantir porque o novo Governo não deu maiores detalhes.

“Se ele jogar Secretaria Executiva, e tirar por exemplo os projetos especiais que coordenavam os projetos de redução de desastre do Estado, principalmente os de minimização de cheias do Vale do Itajaí, ou pegar as obras de infraestrutura que não tem objetivo na contenção das cheias e lançar isso para outro órgão fazer, não terá a mesma funcionalidade, então só funcionaria igual se ele manter tudo como está funcionando hoje”.



Elisiane Maciel/Jornal Diário do Alto Vale

 
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