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MISTURADÃO
MARCO ANTONIO
MPF cobra reparos na estrutura física e operacional da barragem de José Boiteux
Geral | 18/04/2019 09:18 | G1/SC | Fotos:

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma recomendação à União para que faça reparos na estrutura física e operacional da barragem de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Ela não passa por manutenção há 40 anos, segundo a Promotoria de Justiça. A operação da barragem também gera impasse com a comunidade indígena local.

A recomendação foi feita em 1º de abril. "Não é possível que uma barragem não tenha nenhum tipo de manutenção, sem a garantia de que está segura, de que pode ser confiável", afirmou o promotor de Justiça Anderson Lodetti de Oliveira.

O MPF também pede que se tenha um plano de ações para o caso de acidentes. "O Ministério Público Federal não aceita que uma barragem com tanto volume de água, que envolva uma população tão grande a jusante, mais ou menos um 1,1 milhões de pessoas, duas das duas grandes cidades do estado de Santa Catarina, Blumenau e Itajaí, não tenha um plano de ação emergencial", continuou o promotor.


Barragem

A barragem é um paredão de 58,5 metros de altura que armazena 357 milhões de metros cúbicos de água. Ela foi construída ainda na década de 1970 pra conter as águas do Rio Itajaí-Açu em épocas de chuvas intensas.

O cenário é de abandono. Onde fica o centro de controle das comportas parte dos equipamentos já não existem mais ou foi danificada. No painel de energia ,os fios chegaram a ser arrancados.

Caso a barragem precise de operação, ela é acionada de forma manual por técnicos da Defesa Civil.

Outros impactos

Também há outro problema: quando ela entra em operação, oito aldeias indígenas ficam isoladas. A comunidade cobra um estudo de impacto socioambiental, que nunca foi feito.

Por isso, em 2014 os indígenas invadiram a estrutura. "A barragem pra nós significa todo o mal que aconteceu aqui dentro na realidade. Hoje não temos estradas, não temos terra pra plantar porque acabou com tudo", disse o cacique Agnaldo Vonble Farias.

Para a cidade de José Boiteux, a barragem virou um prejuízo. "Após as águas descerem, novamente a gente tem um grande custo na manutenção na restauração de todas as estradas que estão presentes dentro da área de inundação. Assim como também nas terras ao redor tem muito deslizamento porque elas ficam muito encharcadas de água. E quando a água então baixa, acaba ficando instável", afirmou o coordenador de Defesa Civil, Otávio Georg Júnior.

 
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