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Maioria da bancada catarinense é contrária à proposta de aumento do Fundo Eleitoral
Politica | 20/08/2019 06:36 | ND/RIC | Fotos:

A maioria da bancada catarinense na Câmara Federal é contrária ao aumento do Fundo Eleitoral, como ficou conhecido o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Dos 16 deputados federais, 14 declararam ser contra o aumento do Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões, conforme parecer aprovado pela Comissão Mista do Orçamento em relatório sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) no último dia 8.

 

Integrante da comissão Mista de Orçamento, o deputado federal Rodrigo Coelho (PSB) foi voto vencido no parecer aprovado e explicou que pretende manter a posição, contrária ao aumento. “Não é hora de aumentar gastos, ainda mais quando o dinheiro usado para compensar esse aumento será tirado das emendas de bancada, que utilizamos para atender nossos Estados em áreas básicas, como educação, saúde, segurança e infraestrutura”, justificou Coelho.

 

Também integrante da comissão, o deputado Gilson Marques (Novo) salienta que não só é contrário ao aumento, como luta pela extinção dos fundos eleitoral e partidária. “Lutamos bravamente pela não aprovação deste aumento, mas fomos voto vencido. Agora, vamos continuar a luta em Plenário e seguiremos contrários a esse absurdo”, ressalta Marques, que defende a aplicação de recursos nas áreas da Saúde, Segurança e Educação.

 

O deputado federal Hélio Costa (PRB) também já declarou voto contrário caso a proposta seja levada a plenário. “Porque é dinheiro de origem pública. É preciso ter responsabilidade. Não é aceitável passar de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões”, explicou Costa, esperando que o voto no plenário seja nominal.  Para o deputado Coronel Armando (PSL), a população deveria participar do direcionamento dos recursos. “Eu sou contra o fundo eleitoral. Se não for extinto que seja mantido o valor anterior (R$ 1,7 bilhão) como máximo”.

 

A situação financeira do país é apontada como principal justificativa pelos parlamentares catarinenses. “O país atravessa um momento difícil. Faltam recursos, até mesmo, para mantermos os serviços oferecidos e tão necessários para a população”, argumenta a deputada federal Geovânia de Sá (PSDB).

 

Mesmo sem acreditar que haverá votos suficientes para aprovação do texto em plenário, o deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB) salienta o atual contexto político financeiro do Brasil. “Em tempos de reformas, em tempos de corte de gastos, é inadmissível que dinheiro público seja usado em campanhas eleitorais”, declarou Peninha, que manteve a coerência após votar contra a matéria em 2017.

 

Para a deputada Caroline de Toni (PSL), dinheiro público não deve ser direcionado para campanhas eleitorais. “Candidatos e partidos devem ser financiados voluntariamente por quem compactua com as suas ideias”, defende De Toni.

 

Para o deputado Darci de Mattos (PSD), dobrar o valor do Fundo Eleitoral é esquecer as prioridades do nosso país. “O Brasil está em crise sem precedentes, precisando de investimentos para área de Saúde, Educação entre outras áreas primordiais, não dá para tiramos mais recursos do caixa do governo para realização de eleições”, diz Mattos, classificando o aumento como “descabível”.

 

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania) declara ser contrária ao aumento do Fundo Eleitoral, porém, avisa que o assunto será debatido essa semana pela bancada do partido em Brasília. Já os deputados Pedro Uczai (PT) e Fabio Schiochet (PSL) não manifestaram o posicionamento solicitado através de suas assessorias.

 

No Senado Federal, os catarinenses são unânimes em contrariar a proposta. Para o senador Jorginho Mello (PL), os recursos devem ser destinados para áreas básicas como Saúde e Educação.  “Em 2017 votei contra, em 2018 não utilizei o fundo eleitoral e, em 2019, voto contra”. Mesma posição “coerente” pretende adotar o senador Esperidião Amin (PP), que votou contra em 2017, quando exercia mandato de deputado federal.  Para o senador Dario Berger (MDB), o melhor a fazer é voltar a discutir o financiamento privado com regras mais claras e uma fiscalização que possa ser feita de maneira real.

 

PLACAR – CONTRA X FAVOR

Angela Amin (PP) – CONTRA

Carlos Chiodini (MDB) – CONTRA

Carmen Zanotto (Cidadania) – CONTRA

Caroline de Toni (PSL) – CONTRA

Celso Maldaner (MDB) – CONTRA

Coronel Armando (PSL) – CONTRA

Daniel Freitas (PSL) – CONTRA

Darci de Matos (PSD) – CONTRA

Fabio Schiochet (PSL) – *

Geovânia de Sá (PSDB) – CONTRA

Gilson Marques (Novo) – CONTRA

Hélio Costa (PRB) – CONTRA

Pedro Uczai (PT) – *

Peninha (MDB) – CONTRA

Ricardo Guidi (PSD) – CONTRA

Rodrigo Coelho (PSB) – CONTRA

* Não manifestaram posicionamento até a edição dessa reportagem.


Fonte: ND-RIC

 
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