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Reconstituição de chacina em Alfredo Wagner termina após três horas
Geral | 23/08/2019 06:15 | ND/RIC | Fotos:

Quatorze dias depois da chacina que matou os três integrantes da família Tuneu em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, o IGP (Instituto Geral de Perícias), Polícia Civil e Militar trabalharam na reconstituição do crime na tarde desta quinta-feira (22).

 

Perto das 13h30, os agentes deram início à simulação dos fatos antecedentes ao triplo homicídio ocorrido no dia 9 de agosto e que chocou a pequena cidade de pouco mais de 9 mil habitantes. A perícia durou três horas e foi encerrada às 16h37.

 

 

Sob o olhar atento de vizinhos e imprensa, as autoridades se encontraram em frente à delegacia de polícia. Perto das 12h30 o principal suspeito de cometer o crime, Arno Cabral Filho, 44 anos, chegou escoltado por quatro agentes do Deap (Departamento de Administração Prisional).

 

Detido no presídio regional de Lages, na Serra catarinense, desde o dia do crime, o comerciante dono de uma agropecuária não quis descer da viatura e, orientado por advogados, se recusou a participar da simulação.

 

Enquanto os órgãos de segurança se organizavam para dar início aos trabalhos, moradores assustados se amontoavam próximo à delegacia. Muitos conheciam tanto as vítimas quanto o réu. Um comerciante que rotineiramente jogava dominó e baralho com Arno chegou a dizer que não imaginaria um crime como o que acontece na cidade. Para ele que, por medo, não quis se identificar, a cidade já foi considerada uma das mais seguras e pacatas do país, sofre agora com o crime.

 

“A gente agora anda assustado com tudo isso. O pior foi matar a criança. Se tinha razão ou não, essa coisa de matar por causa de dinheiro não tá certa nunca”, disse.

 

Os peritos deram início à reconstituição dos fatos no local em que o argentino Carlos Alberto Tuneu, 67 anos, foi assassinado. Morador de Alfredo Wagner há aproximadamente oito anos, o proprietário da fazenda de 75 hectares estava a cerca de um quilômetro de distância do sítio.

 

Carlos foi encontrado ao lado do veículo com um corte na testa e, segundo as investigações, foi abordado por Arno, desceu do carro e teria sido atingido pelo mesmo objeto que vitimou a esposa e o filho minutos antes.

 

A reconstituição do crime foi uma das diligências complementares determinada pelo juiz Edson Alvanir Anjos de Oliveira, da comarca de Bom Retiro. Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, feita com base no inquérito policial entregue quatro dias depois do crime, o magistrado tornou Arno réu no processo e adicionou três qualificadoras; meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa das vítimas. A expectativa da Polícia Civil é de que o júri popular aconteça ainda este ano.

 

Bloqueio na estrada para trabalhos das autoridades

A estrada de chão foi bloqueada e, no local, os poucos vizinhos da localidade Águas Frias de Dentro precisaram esperar a liberação. No caminho entre a residência da família, ao menos 20 construções podiam ser avistadas em meio às plantações de milho e cebola.

 
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